terça-feira, 24 de Novembro de 2009

A Dipladénia (Mandevilla splendens)

A Dipladénia (Mandevilla splendens)


Planta tóxica


A dipladênia é uma trepadeira arbustiva, semilenhosa, conhecida internacionalmente devido às suas bonitas flores.

Apesar de ser descrita como sendo de folha perene, perde uma grande quantidade de folhas anualmente, no inverno.

As folhas são descritas como coriáceas, elípticas a lanceoladas, com nervuras bem marcadas e de coloração verde-escura.


A floração é mais intensa na primavera e verão, mas a planta mantem-se florida até quase o final do Outuno..

Nas inflorescências, em pequenos rácemos, despontam as flores em forma de trombeta. Algumas variedades têm flores enormes que podem atingir 10 cm de diâmetro. As flores da dipladênia geralmente são simples e de coloração rósea com o centro amarelo, mas podem ser dobradas e totalmente rosas, vermelhas ou brancas.


A dipladénia é uma planta de porte médio, podendo alcançar cerca de 2 a 3 metros de altura. Também pode ser cultivada em vasos grandes e jardineiras, desde que lhe seja oferecido suporte.


As flores têm um perfume peculiar.

A seiva leitosa da dipladênia é tóxica e pode provocar queimaduras na pele e mucosas.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado moderadamente. Diz-se que não tolera encharcamento, frio intenso ou geadas, mas a minha dipladénia está na rua, sujeita a todos os rigores do clima... Pode ser cultivada no litoral, tolerando a salinidade do solo. Fertilizações mensais, ricas em fósforo, nos meses quentes estimula intensas florações. Tolera podas, que devem ser efetuadas preferencialmente no inverno.

sábado, 21 de Novembro de 2009

O Freixo, Árvore Carregada de Simbolismos

O Freixo, Árvore Carregada de Simbolismos, de Mitos...
E de Utilidade (benefícios)




Vários Freixos num jardim de Lisboa


Freixo, Fraxinus angustifolia (o mais comum na Península Ibérica e África do Norte)

O freixo designa-se, fresno em castelhano, ash em inglês, frêne em francês, frassino em italiano, Esche em alemão, melía em grego.

É uma árvore do género Fraxinus, da família das Oleáceas, que é a mesma família das oliveiras, a árvore que dá as azeitonas que servem para produzir azeite (azeite de oliva), quando espremidas (em lagares).




Um freixo, visto de mais perto

Freixo é uma angiospérmica dicotiledónea, hermafrodita (ou monóica - a mesma árvore contém os elementos femininos e masculinos), que habita solos frescos e profundos, tem porte médio; pode atingir 25 a 40 metros de altura, conforme a espécie, e vive até 250 anos. A casca adquire (com a idade) sulcos profundos, verticais e é castanha-escura acinzentada.


Pormenor do tronco do Freixo


Pormenor das folhas do Freixo na árvore


Foto de UMA folha de freixo, com os seus 25 folíolos (que parecem folhas)


Foto de 2 folhas de Freixo, de árvores diferentes. A folha mais pequena tem 25 folíolos, a folha maior tem 19 folíolos.

As folhas são verdes escuras, compostas de 5 a 25 folíolos (mais parecendo diversas folhas num mesmo pecíolo que recebem o nome de folíolos) , lanceolados (em forma de lança) e dentados (na margem) com cerca de 3 a 9 cm de comprimento e 1,5 a 3 cm de largura.
As flores, que não têm cálice nem corola, são em cachos, pendentes, que surgem antes do aparecimento das folhas.

Os frutos do Freixo são sâmaras: pequenas sementes envolvidas por uma pele semelhante a uma folha em forma de asa com 5 cm, o que favorece o arrastamento pelo vento. (Por isso nasceu um Freixo, espontaneamente, no meu vaso do Alecrim).

Os Freixos, com as suas extensas raízes, contribuem para segurar o solo, evitando a erosão; característica que é muito útil nas regiões onde há quedas de neve, frequentes, e consequentes degelos.

A madeira de freixo é dura, densa e flexível. Em países onde é comum, é muito usada como lenha, pois arde relativamente bem, mesmo quando está verde. Devido à alta flexibilidade e resistência (não parte facilmente), foi usada tradicionalmente para cabos de ferramentas, raquetes de tênis e tacos de bilhar e sinuca. É também usada em instrumentos musicais, principalmente guitarras elétricas e revestimento de móveis de escritório.

O seu uso histórica e simbolicamente mais importante foi, porém, em armas de haste, como as lanças. Tanto em grego como em inglês antigo, usa-se a mesma palavra para designar "freixo" e "lança".

Muitas espécies de freixos segregam uma seiva açucarada que os gregos chamavam de méli, "mel", como designam o mel de abelhas. Ambos os tipos de mel eram considerados, pelos gregos, como manifestação da ambrosia(1) dos deuses, caída dos céus.

A espécie de freixo mais comum nas montanhas da Grécia, Fraxinus ornus, é conhecida em inglês como manna-ash, "freixo do maná". Possivelmente, esse "mel" com água, fermentado, foi usado pelos nórdicos para produzir uma variedade de hidromel: o "hidromel da inspiração".

O freixo é uma árvore carregada de simbolismos mitológicos para todos os gostos (e todas as crenças), em todas as latitudes...

Como Remédio Caseiro: Das folhas e frutos faz-se um chá de sabor muito agradável, que é diurético (ou seja: é anti-inflamatório). Este chá cura a gota e o reumatismo; combate a obstipação (usa-se nos problemas de prisão de ventre) e reduz o colesterol.

Portanto, se você tem algum destes problemas, principalmente gota ou reumatismo, o chá de folhas de freixo é um dos melhores remédios que pode usar... livrando-se do extenso rol de contra-indicações e efeitos colaterais, gravosos, dos vulgares e habituais anti-inflamatórios...

A casca de Freixo combate a febre e auxilia na cicatrização de feridas.

As folhas são também usadas como forragem para o gado, principalmente na África do Norte.


Nota:
(1) Ambrosia, o manjar dos deuses do Olimpo, era um doce com sabor divinal, segundo a mitologia grega. Era vedado aos mortais; mas era tão poderoso que, se um mortal a comesse, ganharia imortalidade. Conta-se que, quando os deuses ofereciam este seu manjar a algum humano, este, ao experimentá-lo, sentia uma sensação de extrema felicidade. O nome Ambrósio, que tem da mesma raiz, significa divino e imortal.

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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

EUCALIPTO (Eucalyptus)




O Eucalipto tem protagonizado grande controvérsia por ser uma árvore de crescimento rápido, consequentemente "rentável" para a indústria de celulose e, consequentemente, ter infestado vastas áreas de terrenos, em monocultura intensiva de consequência ambientais preocupantes.

Mas os eucaliptos não têm culpa nenhuma.... e nós também não.





O eucalipto contém uma substância, o eucaliptol, com propriedades interessantes como Remédio Caseiro, quer no tratamento das infecções e afecções das vias respiratórias, quer para TRATAR A DOR DE DENTES.

domingo, 1 de Novembro de 2009

Alfazema ou Lavanda (Lavandula dentata)

Alfazema ou Lavanda.



Foto de Alfazema, ou Lavanda, num jardim público.

Há quem lhe chame, simplesmente, essência (numa referência clara à sua utilização mais comum: o perfume ou aroma que exala.

Nomes científicos: Lavandula dentata; Lavandula sp; Lavandula angustifolia ou Lavandula officinalis... e outros


Alfazema, florida, em vaso. As flores, depois de secas, apanham-se para serem usadas como ambientador, ou para outras aplicações.

A alfazema tem inúmerass aplicações, principalmente em perfumaria, ambientadores, detergentes; mas também como Remédio Caseiro...



Pormenor das flores da alfazema



Pormenor das folhas da alfazema

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Lantana (Lantana Camara) Planta Tóxica.

LANTANA
From Wikipédia:
"Lantana L. é um género botânico com cerca de 530 espécies de plantas perenes, originário da Índia e nativo das regiões tropicais das Américas e África. Inclui plantas herbáceas e arbustos, atingindo até 2 m de altura"


Foto de Lantana em vaso (a lantana pega por estaca)

As Lantanas são vulgares entre nós. Encontram-se por toda a parte, nos jardins e são lindas quando em flor

Uma lantana da mesma espécie da do vaso (Lantana Camara), mas agora num jardim público, em jeito de sebe.


Mais uma Lantana (Lantana aff. lilacina Desf) num jardim público, mas que se desenvolve em forma de moita rasteira.



Uma lantana de flores brancas (Lantana Cambará - branca ), também em jardim público.



Nesta imagem estão duas espécies de lantana: uma de flores amarelas e outra de flores lilases. Foto obtida em jardim público.

As lantanas, nomeadamente a Lantana camara, são plantas tóxicas. A seguir descreve-se o resumo dum estudo sobre essa toxicidade em bovinos, colhido desta página:

"RESUMO.- Descreve-se, no município de Quatis, RJ, a ocorrência de um surto de intoxicação por Lantana camara var.

aculeata em bovinos, caracterizado por acentuada icterícia, lesões de fotossensibilização, constipação e edema subcutâneo dos membros. A reprodução experimental da doença, com êxito letal, através da administração de dose única de 40 g/kg de "Lantana camara var. aculeata", confirmou a planta como causa do surto. Doses únicas de 20 g/kg, 10 g/kg e 5 g/kg causaram, respectivamente, grave intoxicação, leve intoxicação e ausência de sintomas.

Experimentos com doses repetidas permitem concluir que essa planta apresenta efeito acumulativo, quando ingerida em doses diárias de 10 g/kg (1/4 da dose letal); a administração de quatro doses de 5 g/kg (1/8 da dose letal) ou de oito doses de 2,5 g/kg (1/16 da dose letal) reproduziram o quadro grave de intoxicação.

Subdoses menores, de 1,25 g/kg (1/32 da dose letal), administradas durante 34 dias, não produziram quaisquer sinais clínicos.

Os exames histológicos dos casos naturais e experimentais revelaram, além de bilestase, alterações regressivas nos hepatócitos e no epitélio dos túbulos renais.


TERMOS DE INDEXAÇÃO: Plantas tóxicas, intoxicação por planta, fotossensibilização, Lantana camara, Verbenaceae, patologia, bovinos.

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sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Rosa, A Rainha das Flores

A Rainha do meu "jardim" (no ano passado)




Eu acho as rosas LINDAS. Há quem não goste porque as roseiras têm espinhos e, por isso, são consideradas perigosas.
As roseiras precisam de muita água (riem-se, quando chove) e de alguns cuidados porque são vulneráveis a pragas.
As minhas roseiras foram "curadas", várias vezes, com chá de cavalinha (equisetum arvense).

No ano passado, as minhas roseiras ficaram assim, exoberantes como se vê nas fotografias, durante a Primavera (Abril/Maio). Este ano parecia que nem iam florir... Afinal ficaram muito mais tímidas devido ao tempo mais frio (e com alguma chuva) na primavera e acbaram por florir só no verão, quando o calor aumentou... mas continuaram tímidas.

Aconteceu o mesmo com várias outras plantas, inclusive as do jardins público. Cheguei a pensar que haveria qualquer coisa de estranho (no cosmos) e que as flores se ressentissem. Era uma desolação (para mim) ver os arbustos sem flor.

Afinal parece que era apenas o resultado de as flores não gostarem de chuva (não devem ser molhadas) e por isso se retraem, se retraíram, nesta primavera?



No ano Passado a minha hortênsia também estava linda... Este ano secou.
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sábado, 30 de Maio de 2009

Clorófito

Clorófito

(Não percebi qual a designação científica. Encontrei duas. Quando esclarecer essa questão, escrevo-a)

Os clorofitos destas imagens são "irmãos gémeos": foram retiradas da ponta duma das astes que se vêem na foto abaixo e plantados na mesma altura. A diferença (que faz uma grande diferença) é que os clorófitos da floreira foram para a rua no final de Fevereiro, enquanto que os clorófitos do vaso ficaram dentro de casa. (Só os da floreira é que têm astes)

Clorofito é uma planta que, se ingerida, é venenosa, dizem. Mas, curiosamente, não causa a morte; provoca vómitos e perda de apetite, anorexia.


Em breve: descrição mais detalhada da planta e seu cultivo.


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domingo, 24 de Maio de 2009

O ALECRIM

ALECRIM (Rosmarinus officinalis)

Em espanhol chama-se "Romero"
Em inglês - Rosemary

O Alecrim é uma planta, arbusto, que convém conhecer bem porque tem uma infinidade de aplicações, nomeadamente como Remédio Caseiro, mas não só. Também se usa em culinária e como "ambientador". Mas o que distingue bem o Alecrim é o seu aroma. Aliás, é o melhor ambientador que conheço: elimina qualquer cheiro como nenhum outro ambientador... e ainda tem acção benéfica sobre o humor de quem o cheira.

Recentemente, quando tive gripe e o incómoda da renite era insurportável, descobri que o cheiro do Alecrim, usado para defumar, aliviava o congestionamento nasal e ajudou a curar...



Pormenor do aspecto das folhas e tronco do Alecrim


Estas folhas (as maiores) medem cerca de 3 cm de comprimento. Há variedades que têm folhas mais pequenas.

Uma foto de Alecrim em vaso.


Neste texto de "Remédios Caseiros" encontra um resumo das aplicações do Alecrim.

Na cozinha usa-se para carnes de porco, cabrito, carneiro e peixe. Pode ser usado para preparar molhos, aromatizando vinagre, azeite ou óleos.

Nos cozinhados deve ser usado com muita moderação (3 ou 4 folhinhas, só), porque tem um sabor muito intenso.
Se deitar por cima das brasas, quando grelha churrasco, a carne fica com um sabor delicioso.


Outra espécie de Alecrim, que cresce em moita rasteira (neste caso, pendente dum muro)

O Alecrim é uma planta resistente aos rigores do clima e à escassez de água e, por isso, fácil de cultivar. Mas também "Nasce no Monte sem ser semeado"

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quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Alcachofra

Alcachofra - Cynara scolymus


A Flor da Alcachofra (que é a parte comestível)




A alcachofra (Cynara scolymus) que consumimos é uma flor imatura, pertencente à mesma família das margaridas e dos girassóis - a família das Compostas

O texto acima é citação da página "linkada"






As alcachofras destas imagens nasceram, espontaneamente, num terreno onde os "serviços" da Câmara (CML) aparecem, com desusada frequência, a devastar TUDO o que encontram, como se fosse mato. Se nasce um lírio (ou alguém planta uma fileira deles), se nasce um cacto, ou qualquer outra planta por vezes de flores raras e lindíssimas, se nasce e cresce um arbusto de utilidade inegável, aquela gente vem e corta TUDO, como vândalos. Ignorantes eles são, certamente.

Desta vez as alcachofras escaparam. Desta vez o "cortador(a)" não era tão ignorante assim.




Tenho andado de olho nelas para vê-las crescer e florir mas parece-me difícil. Já alguém colheu uma das flores imaturas da alcachofra (talvez para consumo; alguém que não é nada ignorante) e, provavelmente, as outras também não chegarão a dar flor. Veremos!




Em cima: A folha da alcachofra. O tamanho pode-se perceber pelas várias "escalas" que a imagem captou.





As alcachofras são comestíveis e são largamente utilizadas como plantas medicinais desde há séculos. O que se come são partes da flor imatura (antes de florescer).

As folhas das alcachofras usam-se em chás para fígado e vesícula (o chá tem um sabor horrível mas faz muito bem). Portanto, as folhas daquelas alcachofras talvez "escapem".


Aqui encontra outro excelente texto sobre Alcachofra e seu cultivo




As alcachofras para consumo compram-se em lojas "chiques" de frutas e vegetais a um bom preço; são caríssimas. Depois é uma frustração porque apenas se aproveita a parte mais espessa das "pétalas" e o "coração", que é como quem diz: a base da flor.
Os especialistas dizem que deve ser cozida inteira, sem descascar. Nesse caso aproveita-se também o interior do talo.
Nota: "Dizem" que a alcachofra é excelente para emagrecer, permitindo perder muitos kg de forma saudável; também é um excelente remédio para colesterol e diabetes.

sábado, 16 de Maio de 2009

Teixo e Toxicidade

TEIXO - Taxus baccata



Teixos são árvores do grupo das resinosas que, todavia, podem ter aspecto arbustivo, como no caso da foto.
São árvores de crescimento lento que atingem 10 a 15 metros de altura (ou um pouco mais em casos raros) e vivem entre 1500 e 2000 anos. As folhas duram 8 anos.
É uma espécie "dióica"; isto é: existem Teixos masculinos e Teixos femininos.



Imagem do Teixo (jovem) obtida na NET.


Os Teixos são muito bonitos e muito usados, actualmente, como plantas ornamentais, mas estiveram quase em vias de extinção devido à sua toxicidade, a ponto de terem sido necessárias "medidas de protecção".

Os Teixos são tão tóxicos (ou têm tanta fama de o ser) que as substâncias tóxicas chamam-se "tóxicas" graças ao Teixo que originou esta designação, que lhes deu "nome".
Isto porque, "com excepção dos frutos, todas as partes verdes do teixo possuem um alcalóide tóxico, a taxina, que o torna perigoso, tanto para os animais como para os homens."




Diz-se que os Teixos eram muito vulgares nos cemitérios, no tempo em que os caixões eram levados em carroças puxadas por cavalos.
Enquanto esperavam as cerimónias fúnebres os cavalos iam comendo as folhas dos Teixos e morriam "intoxicados".
Esta referências à morte dos cavalos nos cemitérios é apenas um dos motivos que determinaram a "perseguição" aos Teixos e a sua destruição sistemática, devido à sua toxicidade.
No entanto, muito recentemente, descobriu-se que a taxina é muito útil na produção de medicamentos para curar o cancro.
A madeira do Teixo também tem interesse particular nomeadamente por ser imputrescível.
Esta página contém uma boa descrição dos Teixos assim como fotos de todas os elementos que compõem o Teixo: troncos, folhas, frutos, etc.

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Nesta outra página é referida a utilização do taxol (ou taxina) extraído do Teixo, na produção de medicamento para a angina de peito, assim:

"Estudos realizados em vários países demonstram que o paclitaxel, medicamento sintetizado do taxol, tem obtido bons resultados em pacientes com doenças coronarianas.


O paclitaxel é uma substância extraída da casca do teixo do Pacífico (taxus brevifolia). Como os poucos exemplares da espécie existentes não podem cobrir a demanda mundial, a substância passou a ser retirada também do teixo europeu (taxus baccata)

Atualmente, porém, a árvore está na lista das espécies ameaçadas na Alemanha e outros países europeus, principalmente por causa do aproveitamento de sua madeira durante a Idade Média.

Uso médico

Pesquisas realizadas nos últimos 15 anos, verificaram os bons resultados do paclitaxel no reparo das artérias do coração obstruídas e na conservação, a longo prazo, do livre fluxo sanguíneo. O método mais usado, hoje, para fazer esta desobstrução é o stent – pequeno tubo implantado na artéria, com o objetivo de segurar as paredes internas e permitir o funcionamento normal.

Doenças contras as quais o remédio ajuda

A arteriosclerose – espessamento e endurecimento das artérias provocado, entre outros fatores, pelo depósito de gordura – é uma das enfermidades em que o uso do paclitaxel pode ser positivo.

Quando a obstrução atinge níveis muito severos, a pessoa passa a sentir fortes dores no peito e nas costas, acompanhadas pela dificuldade de respirar, um mal conhecido pelo nome de angina pectoris".

sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Pinheiros

PINHEIROS

A gente fala de pinheiros e de "agulhas de pinheiro" achando que toda a gente sabe exactamente o que é.

Será assim?



AGULHAS DE PINHEIRO (as folhas dos Pinheiros); fotos de cima e debaixo






No meu blog "Remédios Caseiros", já aconteceu alguém perguntar o que são "agulhas de pinheiro". Pois bem, são as "folhas" dos pinheiros, apresentadas nas fotos aqui em cima, que se chamam "agulhas" porque têm a forma de agulhas.







Em cima: Pinheiros em viveiro (para plantar)









Imagens de Pinheiros! Se clicar e ampliar ficam mais bonitas e mais nítidas.









Nas aldeias, em Portugal (pelo menos no meu tempo), às agulhas dos pinheiros secas, caídas no chão, chamava-se "caruma"...

A gente ia "apanhar caruma" para acender o lume.


O texto com a descrição e as características dos pinheiros, bem como os usos, como remédio caseiro, terão de ficar para a próxima tal como acontece, infelizmente, com a generalidade dos textos deste blog...

Nota: Li, num registo, na NET, há pouco tempo, que não há pinheiros no Brasil, que há uma árvore chamada "pinheiro do Paraná", em vias de extinção?, mas essa árvore nem sequer é da mesma família dos pinheiros europeus (os que a gente conhece).
Porém, mais recentemente, conversando com uma cidadã brasileira sobre esse tema, ela disse-me que, de facto, na sua região (Minas - Belo Horizonte) os pinheiros são totalmente desconhecidos. Porém, uma sua amiga, da região de Santa Catarina, também residente em Portugal, identificou imediatamente os pinheiros, quando os viu, porque são árvores vulgares na sua região (Santa Catarina). Um comentário entretanto chegado até aqui confirma isso mesmo
No Natal, aparecem as pinhas, por todo o Brasil, para enfeitar a árvore; e essas são conhecidas de todos, mas a árvore, pinheiro, só existe em algumas regiões.
Portanto, não é verdade que não existem pinheiros no Brasil, como eu cheguei a pensar, acreditando no tal registo que li, na NET...

sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Laranjeira

Laranjeira (Citrus Sinensis)





Uma laranjeira semeada e (trans)plantada no jardim.


Tem cerca de 1 ano e meio e mede quase 40 cm. Nasceu e cresceu sem cuidados especiais. A semente foi "lançada" à terra, a planta foi sendo transplantada conforme as suas "necessidades" e recebe água com regularidade.



Uma laranjeira... nas Ruas de Lisboa




Laranjeira é a árvore que dá Laranjas!

A descrição da árvore e suas características ainda tem de ficar para uma "melhor" oportunidade...

Laranjas são frutos da família dos citrinos, portanto, ricas em vitamina C.

São muito úteis no tratamento de tosse, gripes e constipações. Delas se faz um xarope excelente para "limpar" os brônquios:

Receita:
1 laranja inteira, com casca.
1 cerveja preta, 330 ml
250 gr de açúcar mascavado
Juntar tudo, levar ao lume e deixar ferver até "cozer" a laranja. Depois tritura-se tudo e vai-se tomando às colheradas (de cada vez que a tose ataca)
Nota:
Por experiência própria posso garantir que resulta, principalmente se, ao mesmo tempo, tomar umas gotas de própolis, para acelerar a cura da inflamação brônquica (bronquite).

Outra receita:

Tratamento de choque para gripe:
Juntar uma colher de sopa de mel ao sumo de 5 laranjas, MORNO, e tomar.
Tem de ser morno porque a temperatura favorece a actividade do preparado.


Para a gripe também se usa, com excelentes resultados, o sumo feito com laranjas e maçãs (ou os 2 sumos, o de laranja e o de maçã, tomados juntos)

Abacateiro

Este é um abacateiro (a árvore que dá abacates).



















Vejamos mais de perto:



















Agora só a folha:
















Tanto o fruto, Abacate, como a folha do abacateiro, são muito úteis no tratamento de problemas de rins e retenção de líquidos, celulite, emagrecimento... 
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Quem ande a pé, por Lisboa, pode encontrar tudo isto e muito mais, no caminho, ou próximo.

Figueira do Diabo (?)

Esta é a planta que eu conheço como "Figueira do Diabo".

















Se for, "responde" por todos estes nomes: avelós (ou aveloz), graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dedo-do-diabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião...
e tem o nome científico: Euphorbia tirucalli L.


Àparte uns quantos sites do Brasil, é impressionante (negativamente) a ausência, quase total, de informação sobre estas coisas, na NET.

Cansei de fazer buscas e não encontrei forma de me esclarecer.


Nas fotos do Brasil, o aspecto é este:

















Nem é tão diferente assim, mas...


Como podem ver na primeir foto, de longe, a planta (arbusto) tem o aspecto duma figueira comum.



Vejamos mais de perto:











Continua a parecer-se com a figueira, mas agora tem menos semelhanças com a foto do Brasil, que não apresenta pormenores esclarecedores.



Sabemos que isso não tem importância, mas é só para ilustrar que a busca, ao invés de esclarecer, confundiu...


Para uma identificação mais precisa, vejamos as folhas:


















Estas folhas pareciam sair da planta, junto ao chão.


















Esta é uma das raras folhas que saíam directamente dum galho da planta.




Se esta for a Avelós (ou aveloz), Figueira do Diabo, então muita atenção porque:


Todas as partes da planta são tóxicas, a seiva leitosa causa lesão, queimaduras, na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor de queimado e comichão; o contacto com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vómitos e diarreia, tudo isso por causa do seu princípio activo: látex irritante.




Ainda assim, tem utilidade como Remédio Caseiro, para verrugas (tendo o cuidado de colocar a seiva SÓ na verruga, para não provocar queimadura). Diz-se mesmo que é remédio infalível (para as verrugas).


Há quem afirme e jure que cura o cancro; qualquer tipo de cancro, cancer;


E também há quem diga que se curam a tosse e a gripe com o chá das suas folhas...



Eu sei lá!



Até já vi designada como Figueira do diabo uma cactácea (um cacto enorme) que nada tem que ver com isto...


É uma outra forma, a pior forma, de ignorância a analfabetismo (cada um dá o nome que lhe apetece, ou que percebeu, mal; e que depois se difunde através do respectivo "circuito de informação").



O pior é que esta é daquelas ignorâncias que matam!




Quem ande a pé, por Lisboa, pode encontrar tudo isto e muito mais, no caminho, ou próximo.
nalguns casos (inclusive das fotos deste blog, são plantas ou árvores que têm resistindo estoicamente à tirania do betão, e a outras tiranias semelhantes e que, por isso mesmo, não se sabe por quanto tempo mais irão resistir.

Neste caso concreto, já alguém andou a tentar arrancar a planta, porque a ignorância é assim mesmo. As pessoas não percebem que, no caso de algumas plantas, para fazerem bem a umas coisas têm de fazer mal a outras; e que a solução é a informação e a cultura e não o sacrificar as plantas.
Até porque é comum nós guardarmos dentro de casa, por serem lindas, plantas tão perigosas ou ainda mais.

quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Estrela do Natal

Estrela do Natal (Euphorbia pulcherrima)

Mais uma planta que dá flor no Inverno (europeu), se lhe derem condições adequadas, e mais uma planta tóxica, venenosa. Mas é linda!


Quando se corta ou parte (as folhas, os galhos, ou as flores, por exemplo) a planta segrega uma substância leitosa, latex, que é venenoso. Quem decida ter a planta, cuidá-la, reproduzi-la, etc. deve usar luvas nessas tarefas.

terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Help! Não sei como se chama (1)

E isto! É uma amendoeira em flor?


É assim eu eu imagino as amendoeiras em flor.
















Foto tirada no parque de Monsanto.


Mais uma planta, que parece do mesmo género!


Kalanchoe

São muitas as plantas que dão flor no Inverno (na Europa).

É fácil ter um jardim ou terraço sempre florido: basta ter muitas plantas.

Esta chama-se Kalanchoe.

Sei muito pouco dela.

Apenas que é uma cactácea ou, como se diz no Brasil, uma sucolenta.


Por isso necessita de algumas horas de sol, diariamente, e também dum substracto com elevada percentagem de areia.


Foto de Kalanchoe

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Coprosma

Foto (de Coprosma) cobiçada e gentilmente cedida para este blog.


O texto farei depois.




Originária da Nova Zelândia, esta espécie gosta de muita humidade. Dá-se bem, dizem, em substracto bem drenado (terra com uma boa percentagem de areia).








E agora Coprosma com gato.



Esta foto é mesmo especial!

Cipreste, Acipreste

Cupresus Sempervirens























Em cima, imagem de 2 ciprestes (na verdade são 3 mas um está tapado);
Em baixo, um galho de cipreste, para facilitar a identificação.






A legenda fica para a próxima













Em baixo, uma imponente "guarda d'honra" formada por ciprestes.


Nesta Página encontra uma boa descrição da árvore Cipreste

Aloendro, Planta Tóxica




Aloendro, loendro, cevadilha, adelfa, espirradeira, (Nerium oleander) é uma planta muito comum. Aparece em toda a parte e encanta, no verão, quando se enche de flores de cores diversas.







É uma planta tóxica. Consta que existem registos de mortes motivadas por as pessoas comerem churrasco assado em pau de aloendro. É caso para dizer: confirma-se que a ignorância MATA... Portanto, muito cuidado. E, principalmente, não confundir com outras plantas...

Pormenor da folha do aloendro, para facilitar a identificação




Ainda assim, parece que tem utilidade como "Remédio Caseiro", para curar a sarna e para a sinusite.



Na verdade, a lista das plantas tóxicas é enorme, mas todas elas têm alguma utilidade, mesmo que seja só o facto de darem flores lindas, como no caso do aloendro.