domingo, 4 de abril de 2010

Ficus Benjamina ou Figueira Chorão.

Ficus Benjamina ou Figueira Chorão.


Planta tóxica (a seiva).

Ficus Benjamina (Figueira chorão) a verde e a "variegata"


A bibliografia refere a existência de cerca de 800 espécies de ficus.



Planta angiospérmica (sementes escondidas no fruto) da Família das Moraceae, de folhas perenes (perenifólia), a ficus benjamina é originária da Índia, Himalaias, Malásia, Norte da Austrália...

Actualmente encontra-se disseminada por quase todos os países tropicais e sub-tropicais.

Figueira chorão, folhas.


Os seus ramos pendentes e a folhagem densa (quando saudável) dão-lhe um aspecto muito atraente e por isso tem grande procura como planta ornamental. As folhas são ovaladas e tem a orla ligeiramente ondulada, de cores que vão do verde escuro até verde acinzentado, com manchas mais claras, na sub espécie “variegata”.

Ficus Benjamina "variegata"

Pode possuir frutos pequenos, de cor verde, tipo figo, que ficam vermelhos ao amadurecer.

A fícus benjamina adapta-se bem a planta de interior e é muito conhecida, difundida e preferida pela sua resistência e beleza.

As variedades distinguem-se pelo tamanho das folhas.



Como planta de interior atribuem-se-lhe algumas “exigências”:



1. Exige locais claros (com muita luz) mas não “gosta” de exposição ao sol do meio dia. A temperatura da terra deve manter-se à volta dos 20º.

2. Não aprecia mudanças de lugar, correntes de ar, encharcamentos ou ar-condicionado.

3. Utilizar terra (substracto) com boa drenagem, composto por terra vegetal, turfa e areia, na proporção 1:2:1

4. Não tolera encharcamentos, mas a terra deve manter-se sempre húmida. Gosta de ser pulverizada (com água) regularmente.

5. Na Primavera Verão e Outono adubar todas as semanas ou de 15 em 15 dias. No Inverno adubar de 2 em 2 meses.

6. O ar seco pode ajudar a proliferação de ácaros vermelhos. A pulverização regular evita esse problema.

Enfim, uma verdadeira “planta de estufa”...

Quem a cultiva e a vende, ameaça que, se estas condições não forem respeitadas, as folhas da planta ficam amarelas e caem e as raízes apodrecem... Mas a planta regenera-se tão logo o problema seja resolvido (ou a planta tenha tempo para se adaptar, dizemos nós...)

De facto, segundo a nossa experiência, a ficus é muito mais resistente e muito menos exigente do que se diz. Nem outra coisa seria de esperar duma planta que cria raízes fortes e grandes  a ponto de rebentar com canos e até com os alicerces das casas, para ir em busca de água... Essa é uma característica de plantas bem resistentes.
Ao que pudenos constatar, a ficus tolera vários tipos de terra (substracto) e consegue crescer razoavelmente em vasos pequenos, sem criar grandes raízes. Pode estranhar muito e ressentir-se, se a mudança for brusca e se exposta a sol intenso, mas recupera... e do que gosta mesmo é de estar na rua...

Ficus benjamina, figueira chorão, numa floreira na Rua.


A ficus também é muito fácil de reproduzir por meio de estacas que, em condições óptimas, nem chegam a perder as folhas que trazem da planta mãe.



Segundo os entendidos, para “bonsai” adaptam-se bem a Fícus benjamina exótica (Fícus de java), e a Fícus benjamina "natasha", que sobrevivem até em ambientes com pouca luz.


Plantada ao ar livre e na terra, cresce até formar árvores muito altas, com cerca de 30 metros, de copa grande e densa. Mas cuidado! Porque, tal como acontece com as figueiras comuns, a ficus também é capaz de criar raizes para “ir em busca de água” e romper as canalizações, as floreiras e até os alicerces das casas. Portanto, é uma espécie a evitar próximo das habitações.

O problema pode ser de dimensões tais que levou alguns municípios do Brasil a erradicar os exemplares existentes e a proibir a sua plantação...

Algumas dicas para evitar esses problemas são:

1. Manter a planta em vasos de modo a poder ser vigiada quanto ao crescimento das raízes;

2. Podar regularmente, não deixando que se desenvolva demasiado;

3. Fornecer água q.b. e borrifar (pulverizar) com regularidade (assim a planta não tem necessidade de criar raízes extensas)

Quando são plantadas ao ar livre e crescem sem constrangimentos, a sua copa frondosa e a sombra espessa que proporcionam também impedem o crescimento de qualquer outra espécie dentro do perímetro da sombra...


Diz-se que a fícus, mantida dentro de casa, filtra as toxinas do ar.

A sua seiva, leitosa e algo resinosa, (latex) é venenosa e pegajosa, mancha os tecidos e pode provocar irritação da pele e reacções alérgicas: comichão nos olhos e na pele, tosse e dificuldades respiratórias. No entanto, segundo se diz, estes sintomas só duram poucos minutos.

Deve ser manuseanda e cuidada usando luvas de borracha.


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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Malva Comum

Nome científico: Malva Parviflora L.



Malva Parviflora. As folhas vistas de perto

As malvas são muito conhecidas e muito usadas como remédio caseiro para os mais diversos males.



Malva Parviflora em flor




Malva Parviflora "aos montes"


Malva Parviflora.um pé que se destaca por ser mais alto


São plantas herbáceas que atingem menos de um metro de altura e que aparecem espontaneamente nos campos.

É indicada para afecções da boca, do aparelho digestivo e  também é muito usada para os problemas do aparelho genital feminino.
Usa-se também como emoliente, béquica, calmante, oftálmica, odontálgica, peitoral...
ou seja, usa-se para afecções da boca e mau-hálito, afecções da laringe, dor de ouvidos e das pálpebras, para úlceras, etc.

Devem usar-se as folhas secas, as flores e as raízes

Mas cuidado porque como "não há bela sem senão", diz-se que esta planta tem tendência a acumular níveis tóxicos de nitratos...


Há outra espécie de malvas: Malva Sylvestris que é usada como planta ornamental e que também tem uso medicinal.




Este pé de malva é silvestre (nasceu espontãneo, por aí), se é silvestris ou parviflora não sei... mas é linda

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Diefenbáquia - Planta Tóxica

Planta Tóxica

As Lindas e PERIGOSAS Diefenbáquias:


Também conhecida como: Comigo Ninguém Pode

Eu pensava que este nome: "Comigo Ninguém Pode" lhe adviesse do facto de ser uma planta muito tóxica... Mas, afinal, deve-se ao facto de ser considerada como uma planta que protege do mau-olhado, da inveja, (das energias negativas) etc.
Verdade ou ficção, o facto é que a minha diefenbáquia apareceu com uma laceração, numa folha, quando eu vivi esta "História de Horror"...

As diefenbáquia, são plantas decorativas muito comuns por serem muito vistosas. Consoante as variedades, as diefenbáquias poderão exceder 1,50m de altura, Os seus caules espessos, semelhantes a canas e sem ramificações, produzem folhas macias e carnudas em pecíolos fortes com bainhas. Têm folhas lanceoladas, estreitas, com vértices pontiagudos, verde escuras com manchas verde-amareladas e/ou brancas.

Sao plantas de interior, que querem locais húmidos e com claridade, mas não toleram exposição ao sol.
Devem ser regadas de modo a estarem sempre húmidas mas NÃO encharcadas para que as raízes não apodreçam. Querem água não calcária (água destilada; ou mistura de água destilada com água comum; ou água da chuva)
Reproduzem-se facilmente plantando os rebentos...

Toxicidade:


A toxicidade das diefenbáquias e os cuidados a ter são descritos assim:

- Lave muito bem as mãos depois de retirar folhas murchas ou de cortar estacas das diefenbáquia. A seiva é venenosa e, se penetrar na boca, provoca tumefacção, dor e perda temporária de voz.

- O látex da planta provoca irritação na pele, pelo que se aconselha manuseá-la com luvas de borracha e não colocar quaisquer partes da planta na boca.

- Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimadura, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contacto com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponinas

Quanto à variedade com o nome científico: Dieffenbachia ‘Camille’


- Sabe-se que a seiva leitosa, concentrada no talo e junto ao pecíolo da folha, era usada, tradicionalmente, por indígenas amazónicos para envenenar a ponta dos seus dardos de caça. O simples contacto da mão sobre os olhos após a sua manipulação, produz cegueira temporaria. Pode causar a morte de um bébé em pouco menos de dez segundos e, normalmente, asfixia uma pessoa em pouco menos de vinte minutos.... Nunca se deve manipular sem luvas de cabedal ou borracha e sempre com extrema precaução.

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Uma história de envenenamento por diefenbáquia, que me chegou através de email:

"Um familiar estava a regar as plantas do seu escritório e, por un acto irreflectido, levou à boca, durante menos de um segundo, um pequeno pedaço de uma folha de uma diefembáquia como a da foto. Imediatamente sentiu o ardor de uma queimadura... correu para o sanitário e, ao ver o seu rosto reflectido no espelho, ficou em pânico por constatar que estava a ficar totalmente roxo. A língua ficou bastante inchada...


Um amigo que estava com ele levou-o, num táxi, à Clínica de Sanitas.... O trajecto, de cerca de meia hora, pareceu-lhe uma eternidade... crescia a dificuldade em respirar e a dor intensa que sentia, nas vias respiratórias, era insuportável.

O amigo do meu familiar teve o cuidado de levar um pedaço da planta para a clínica. Foi atendido de imediato e prestaram-lhe os primeros socorros através de medicamentos à base de corticóides para atenuar a hiperactividade brônquica. Também recebeu oxigénio. Foi internado na Unidade de Cuidados Intensivos e os médicos temeram que pudesse não sobreviver a uma paragem cardíaca. Estiveram prestes a entubá-lo. Apesar da rápida assistência, os seus órgãos respiratórios internos sofreram graves lesões... Um dos pulmões começou a colapsar, a parte interior das vias aéreas superiores encheu-se de chagas, a boca de aftas e a dor era tão intensa que nem a morfina o aliviava.

Ficou internado na UCI mas recuperou.

Os médicos ficaram admirados por ele ter sobrevivido mais de dez minutos ao contacto com a venenosa planta...
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Segundo o email, esta informação está a ser distribuída em desdobrável, nas Farmácias, em Espanha

É caso para dizer: há situações em que a ignorância pode matar...

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Neste blog encontra a descrição e fotos doutras plantas tóxicas. Portanto, informe-se e não facilite!

Eis uma lista de nomes comuns de plantas que podem ser perigosas:

Plantas venenosas: alfenheiro, antúrio, azálea, beladona, buxo, campainha, cicuta, crisântemo, diefenbáquia, filodendro, hera, hortênsia, jarro, lírio-dos-vales, loendro, rododendro, teixo, trevo, visco.


Plantas irritantes (podem causar erupções cutâneas): amarílis, bagas de azevinho, bagas de espinheiro, bolbos de tulipas, cíclame, craveiro, gerânio, íris, jacinto, margarida, narciso, poinsétia, rainúnculo

Nesta página encontra informação sobre algumas plantas tóxicas.

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

A Dipladénia (Mandevilla splendens)

A Dipladénia (Mandevilla splendens)


Planta tóxica

A dipladênia é uma trepadeira arbustiva, semilenhosa, conhecida internacionalmente devido às suas bonitas flores.

Apesar de ser descrita como sendo de folha perene, perde uma grande quantidade de folhas anualmente, no inverno.

As folhas são descritas como coriáceas, elípticas a lanceoladas, com nervuras bem marcadas e de coloração verde-escura.

A floração é mais intensa na primavera e verão, mas a planta mantem-se florida até quase o final do Outuno..

Nas inflorescências, em pequenos rácemos, despontam as flores em forma de trombeta. Algumas variedades têm flores enormes que podem atingir 10 cm de diâmetro. As flores da dipladênia geralmente são simples e de coloração rósea com o centro amarelo, mas podem ser dobradas e totalmente rosas, vermelhas ou brancas.

A dipladénia é uma planta de porte médio, podendo alcançar cerca de 2 a 3 metros de altura. Também pode ser cultivada em vasos grandes e jardineiras, desde que lhe seja oferecido suporte.

As flores têm um perfume peculiar.

A seiva leitosa da dipladênia é tóxica e pode provocar queimaduras na pele e mucosas.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado moderadamente. Diz-se que não tolera encharcamento, frio intenso ou geadas, mas a minha dipladénia está na rua, sujeita a todos os rigores do clima... Pode ser cultivada no litoral, tolerando a salinidade do solo. Fertilizações mensais, ricas em fósforo, nos meses quentes estimula intensas florações. Tolera podas, que devem ser efetuadas preferencialmente no inverno.

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sábado, 21 de novembro de 2009

O Freixo, Árvore Carregada de Simbolismos


O Freixo, Árvore Carregada de Simbolismos, de Mitos...
E de Utilidade (benefícios)


Freixo, Fraxinus angustifolia ou Fraxinus excelsior???



Foto 1 - Freixo, pormenor dos ramos e folhas



Freixo, Fraxinus angustifolia Vahl (o mais comum na Península Ibérica e África do Norte?)
... Que também aparece designado como Fraxinus excelsior L.

O freixo designa-se, fresno em castelhano, ash em inglês, frêne em francês, frassino em italiano, Esche em alemão, melía em grego.

É uma árvore do género Fraxinus, da família das Oleáceas, que é a mesma família das oliveiras, a árvore que dá as azeitonas que servem para produzir azeite (azeite de oliva), quando espremidas (em lagares).




Foto 2 - Freixo, a copa da árvore, os ramos mais altos. 

Freixo é uma angiospérmica dicotiledónea, hermafrodita (ou monóica - a mesma árvore contém os elementos femininos e masculinos), que habita solos frescos e profundos, tem porte médio; pode atingir 25 a 40 metros de altura, conforme a espécie, e vive até 250 anos. A casca adquire (com a idade) sulcos profundos, verticais e é castanha-escura acinzentada.



Foto 3 - Freixo, pormenor do tronco do Freixo (este é jovem)




Foto 4 - Freixo, pormenor das folhas do Freixo. Isto são duas folhas de freixo, da mesma árvore. Uma destas folhas, a da direita, tem 11 foliolos, a outra tem 7 foliolos (provavelmente teria 9 foliolos mas os mais pequenos, junto da base da folha terão caído)





As folhas são verdes escuras, compostas de um número impar de folíolos (mais parecendo diversas folhas num mesmo pecíolo que recebem o nome de folíolos), lanceolados (em forma de lança) e dentados (na margem) com cerca de 3 a 9 cm de comprimento e 1,5 a 3 cm de largura.
As flores, que não têm cálice nem corola, são em cachos, pendentes, que surgem antes do aparecimento dos frutos.



Foto 5 - Freixo. Esta é outra árvore  (que está muito maltratado...), cujas folhas se parecem mais com as do Fraxinus ornus, mas estão muito altas, não dá para obter pormenor.



Foto 6 - Freixo. Pormenor das folhas obtido na árvore





Os frutos do Freixo são sâmaras: pequenas sementes envolvidas por uma pele semelhante a uma folha em forma de asa com 5 cm, o que favorece o arrastamento pelo vento. (Por isso nasceu um Freixo, espontaneamente, no meu vaso do Alecrim).


Foto 7 - Freixo, a copa.



Os Freixos, com as suas extensas raízes, contribuem para segurar o solo, evitando a erosão; característica que é muito útil nas regiões onde há quedas de neve, frequentes, e consequentes degelos.

A madeira de freixo é dura, densa e flexível. Em países onde é comum, é muito usada como lenha, pois arde relativamente bem, mesmo quando está verde. Devido à alta flexibilidade e resistência (não parte facilmente), foi usada tradicionalmente para cabos de ferramentas, raquetes de tênis e tacos de bilhar e sinuca. É também usada em instrumentos musicais, principalmente guitarras elétricas e revestimento de móveis de escritório.


Foto 8 - Freixo. Uma folha do meu Freixo que é mais jovem ainda do que o das primeiras fotos acima


O seu uso histórica e simbolicamente mais importante foi, porém, em armas de haste, como as lanças. Tanto em grego como em inglês antigo, usa-se a mesma palavra para designar "freixo" e "lança".

Muitas espécies de freixos segregam uma seiva açucarada que os gregos chamavam de méli, "mel", como designam o mel de abelhas. Ambos os tipos de mel eram considerados, pelos gregos, como manifestação da ambrosia(1*) dos deuses, caída dos céus.




Foto 9 - Freixo. A outra árvore  (que está muito maltratado...), cujas folhas se parecem mais com as do Fraxinus ornus (são mais largas)


A espécie de freixo mais comum nas montanhas da Grécia, Fraxinus ornus, é conhecida em inglês como manna-ash, "freixo do maná". Possivelmente, esse "mel" com água, fermentado, foi usado pelos nórdicos para produzir uma variedade de hidromel: o "hidromel da inspiração".

O freixo é uma árvore carregada de simbolismos mitológicos para todos os gostos (e todas as crenças), em todas as latitudes...



Foto 10 - Freixo. Outro pormenor das folhas obtido na árvore



Como Remédio Caseiro: Das folhas e frutos faz-se um chá de sabor muito agradável, que é diurético (ou seja: é anti-inflamatório). Este chá cura a gota e o reumatismo; combate a obstipação (usa-se nos problemas de prisão de ventre) e reduz o colesterol.

Portanto, se você tem algum destes problemas, principalmente gota ou reumatismo, o chá de folhas de freixo é um dos melhores remédios que pode usar... livrando-se do extenso rol de contra-indicações e efeitos colaterais, gravosos, dos vulgares e habituais anti-inflamatórios...

A casca de Freixo combate a febre e auxilia na cicatrização de feridas.

As folhas são também usadas como forragem (alimento) para o gado, principalmente na África do Norte.


Foto 10 - Freixo. pormenor dos ramos, percebendo-se a sua simetria. Diz-se que a simetria (dos ramos e dos foliolos que compõem as folhas) é uma característica intrínseca dos Freixos que permite a sua identificação inequívoca... 



Nota:
(1*) Ambrosia, o manjar dos deuses do Olimpo, era um doce com sabor divinal, segundo a mitologia grega. Era vedado aos mortais; mas era tão poderoso que, se um mortal a comesse, ganharia imortalidade. Conta-se que, quando os deuses ofereciam este seu manjar a algum humano, este, ao experimentá-lo, sentia uma sensação de extrema felicidade. O nome Ambrósio, que tem da mesma raiz, significa divino e imortal.

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Atenção: As fotos que anteriormente estavam aqui ilustrando este texto e que geraram uma grande polémica (que me foi muito útil) vão ser apresentadas noutro texto... juntamente com a polémica (comentários)



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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

EUCALIPTO (Eucalyptus)



O Eucalipto tem protagonizado grande controvérsia por ser uma árvore de crescimento rápido, consequentemente "rentável" para a indústria de celulose e, consequentemente, ter infestado vastas áreas de terrenos, em monocultura intensiva de consequência ambientais preocupantes.

Mas os eucaliptos não têm culpa nenhuma.... e nós também não.




O eucalipto contém uma substância activa, o eucaliptol, com propriedades interessantes como Remédio Caseiro, quer no tratamento das infecções e afecções das vias respiratórias, quer para TRATAR A DOR DE DENTES.


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domingo, 1 de novembro de 2009

Alfazema ou Lavanda (Lavandula dentata)

Alfazema ou Lavanda.


Foto de Alfazema, ou Lavanda, num jardim público.

Há quem lhe chame, simplesmente, essência (numa referência clara à sua utilização mais comum: o perfume ou aroma que exala.

Nomes científicos: Lavandula dentata; Lavandula sp; Lavandula angustifolia ou Lavandula officinalis... e outros

Alfazema, florida, em vaso. As flores, depois de secas, apanham-se para serem usadas como ambientador, ou para outras aplicações.

A alfazema tem inúmerass aplicações, principalmente em perfumaria, ambientadores, detergentes; mas também como Remédio Caseiro...


Pormenor das flores da alfazema


Pormenor das folhas da alfazema



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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Lantana (Lantana Camara) Planta Tóxica.

LANTANA
From Wikipédia:
"Lantana L. é um género botânico com cerca de 530 espécies de plantas perenes, originário da Índia e nativo das regiões tropicais das Américas e África. Inclui plantas herbáceas e arbustos, atingindo até 2 m de altura"


Foto de Lantana em vaso (a lantana pega por estaca)

As Lantanas são vulgares entre nós. Encontram-se por toda a parte, nos jardins e são lindas quando em flor

Uma lantana da mesma espécie da do vaso (Lantana Camara), mas agora num jardim público, em jeito de sebe.


Mais uma Lantana (Lantana aff. lilacina Desf) num jardim público, mas que se desenvolve em forma de moita rasteira.



Uma lantana de flores brancas (Lantana Cambará - branca ), também em jardim público.



Nesta imagem estão duas espécies de lantana: uma de flores amarelas e outra de flores lilases. Foto obtida em jardim público.

As lantanas, nomeadamente a Lantana camara, são plantas tóxicas. A seguir descreve-se o resumo dum estudo sobre essa toxicidade em bovinos, colhido desta página:

"RESUMO.- Descreve-se, no município de Quatis, RJ, a ocorrência de um surto de intoxicação por Lantana camara var.

aculeata em bovinos, caracterizado por acentuada icterícia, lesões de fotossensibilização, constipação e edema subcutâneo dos membros. A reprodução experimental da doença, com êxito letal, através da administração de dose única de 40 g/kg de "Lantana camara var. aculeata", confirmou a planta como causa do surto. Doses únicas de 20 g/kg, 10 g/kg e 5 g/kg causaram, respectivamente, grave intoxicação, leve intoxicação e ausência de sintomas.

Experimentos com doses repetidas permitem concluir que essa planta apresenta efeito acumulativo, quando ingerida em doses diárias de 10 g/kg (1/4 da dose letal); a administração de quatro doses de 5 g/kg (1/8 da dose letal) ou de oito doses de 2,5 g/kg (1/16 da dose letal) reproduziram o quadro grave de intoxicação.

Subdoses menores, de 1,25 g/kg (1/32 da dose letal), administradas durante 34 dias, não produziram quaisquer sinais clínicos.

Os exames histológicos dos casos naturais e experimentais revelaram, além de bilestase, alterações regressivas nos hepatócitos e no epitélio dos túbulos renais.


TERMOS DE INDEXAÇÃO: Plantas tóxicas, intoxicação por planta, fotossensibilização, Lantana camara, Verbenaceae, patologia, bovinos.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Rosa, A Rainha das Flores

A Rainha do meu "jardim" (no ano passado)




Eu acho as rosas LINDAS. Há quem não goste porque as roseiras têm espinhos e, por isso, são consideradas perigosas.
As roseiras precisam de muita água (riem-se, quando chove) e de alguns cuidados porque são vulneráveis a pragas.
As minhas roseiras foram "curadas", várias vezes, com chá de cavalinha (equisetum arvense).

No ano passado, as minhas roseiras ficaram assim, exoberantes como se vê nas fotografias, durante a Primavera (Abril/Maio). Este ano parecia que nem iam florir... Afinal ficaram muito mais tímidas devido ao tempo mais frio (e com alguma chuva) na primavera e acbaram por florir só no verão, quando o calor aumentou... mas continuaram tímidas.

Aconteceu o mesmo com várias outras plantas, inclusive as do jardins público. Cheguei a pensar que haveria qualquer coisa de estranho (no cosmos) e que as flores se ressentissem. Era uma desolação (para mim) ver os arbustos sem flor.

Afinal parece que era apenas o resultado de as flores não gostarem de chuva (não devem ser molhadas) e por isso se retraem, se retraíram, nesta primavera?



No ano Passado a minha hortênsia também estava linda... Este ano secou.
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sábado, 30 de maio de 2009

Clorófito

Clorófito

(Não percebi qual a designação científica. Encontrei duas. Quando esclarecer essa questão, escrevo-a)

Os clorofitos destas imagens são "irmãos gémeos": foram retiradas da ponta duma das astes que se vêem na foto abaixo e plantados na mesma altura. A diferença (que faz uma grande diferença) é que os clorófitos da floreira foram para a rua no final de Fevereiro, enquanto que os clorófitos do vaso ficaram dentro de casa. (Só os da floreira é que têm astes)

Clorofito é uma planta que, se ingerida, é venenosa, dizem. Mas, curiosamente, não causa a morte; provoca vómitos e perda de apetite, anorexia.


Em breve: descrição mais detalhada da planta e seu cultivo.


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domingo, 24 de maio de 2009

O ALECRIM (Rosmarinus officinalis)

ALECRIM (Rosmarinus officinalis)




Em espanhol chama-se "Romero"
Em inglês - Rosemary

O Alecrim é uma planta, arbusto, que convém conhecer bem porque tem uma infinidade de aplicações, nomeadamente como Remédio Caseiro, mas não só. Também se usa em culinária e como "ambientador". Mas o que distingue bem o Alecrim é o seu aroma. Aliás, é o melhor ambientador que conheço: elimina qualquer cheiro como nenhum outro ambientador... e ainda tem acção benéfica sobre o humor de quem o cheira.

Recentemente, quando tive gripe e o incómoda da renite era insurportável, descobri que o cheiro do Alecrim, usado para defumar, aliviava o congestionamento nasal e ajudou a curar...



Pormenor do aspecto das folhas e tronco do Alecrim


Estas folhas (as maiores) medem cerca de 3 cm de comprimento. Há variedades que têm folhas mais pequenas.

Uma foto de Alecrim em vaso.


Neste texto de "Remédios Caseiros" encontra um resumo das aplicações do Alecrim.

Na cozinha usa-se para carnes de porco, cabrito, carneiro e peixe. Pode ser usado para preparar molhos, aromatizando vinagre, azeite ou óleos.

Nos cozinhados deve ser usado com muita moderação (3 ou 4 folhinhas, só), porque tem um sabor muito intenso.
Se deitar por cima das brasas, quando grelha churrasco, a carne fica com um sabor delicioso.

Outra espécie de Alecrim, que cresce em moita rasteira (neste caso, pendente dum muro)

O Alecrim é uma planta resistente aos rigores do clima e à escassez de água e, por isso, fácil de cultivar.
Não é exigente quanto ao substracto mas parece preferir solos calcários
Pega facilmente por estaca (se separar um galho de alecrim e plantar ele nem chega a perder as folhas; pega e começa a crescer sem perder as folhas de origem).

O Alecrim também "Nasce no Monte sem ser semeado"

O ALECRIM Como Remédio Caseiro



Todos sabem usar ginseng; para que serve o ginseng; as inúmeras vantagens do ginseng.
O que muita gente não saberá, por certo, é que o Alecrim faz exactamente os mesmos efeitos, com inúmeras vantagens, a começar pelas vantagens económicas:
- Um pacote de ginseng, para chá, custa cerca de 5 euros; um pacote de alecrim custa menos de um euro e rende, pelo menos, quatro ou cinco vezes mais.Tal como o ginseng, o alecrim também faz aumentar a tensão arterial (embora sejam mais frequentes os casos de taquicardia relacionados com o ginseng).

O Alecrim tem aplicações muito vastas: USA-SE para as afecções dos rins, calculoses, vómitos, indigestões, vertigens e tonturas, reumatismo, anemia, sistema imunitário, diarreia, epilepsia, vesícula, MEMÓRIA, cansaço, etc.;
É anti-séptico; usa-se, em lavagens, para problemas de pele (juntamente com outras plantas) e usa-se também como tónico capilar e, juntamente com a salva, para combater a caspa;




Alecrim em flor. A  imagem está muito próxima para se verem as flores, que são bem mais pequenas do que parecem, tal como as folhas do Alecrim aqui parecem bem maiores do que são realmente. As flores do Alecrim (incluindo nas florações anteriores deste Alecrim) são roxas, estas são quase brancas (na imagem parecem brancas. Faço todas estas ressalvas para evitar induzir em erro os visitantes.




Tal como o ginseng, é estimulante, favorece a actividade mental (memória), tónico cardíaco, para problemas de hipotensão (pressão baixa) mas também se usa para os nervos, stress, ansiedade.
Nos melhores tratamentos para os nervos e o stress usam-se estimulantes, de manhã e calmantes, ao fim da tarde…

O uso popular consagra o ALECRIM como remédio infalível para curar anemias, assim:
Receita: colher um galho de Alecrim, juntar a um copo de água (cerca de 200 ml) e deixar ferver durante 5 a 10 minutos, em lume brando. Deixar descansar por 10 minuto, coar e beber meio cálice, todas as manhãs, em jejum, mantendo em frigorífico (geladeira).
"Dizem" que, repetindo este tratamento 5 vezes (cerca de 1 litro de chá) se consegue curar qualquer anemia, por mais rebelde que seja.




O mesmo Alecrim em flor...


Tratamento (testado) para Tonturas e Sequelas de Derrames 
Preparar um chá com:
· Uma colher de chá de erva-doce
· Uma colher de chá de alecrim
· Três cravinhos ou cravos da Índia, sem cabeça
Tomar à noite antes de dormir.

O Alecrim pode ainda ser usado como tónico capilar e para a caspa: fazer um chá bem forte com Alecrim e Salva e juntar ao champô, na proporção de um quarto de chá para um frasco de champô. Ou então preparar uma tintura de Alecrim e juntar 10 ou 15 ml ao champô.

O Alecrim parece ter a particularidade de "sintonizar" o nosso sistema imunológico, adequando as resposta às "solicitações" do organismo, pelo que tem excelentes resultados nas doenças auto-imunes.
Nota:
Para tornar o chá de Alecrim menos desagradável pode-se juntar, sempre, um pouco de erva doce… O chá com estas duas plantas é óptimo também para combater o mau hálito, mas não aconselhável a hipertensos…

Mas o Alecrim pode também ser usado como condimento para temperar carne (de coelho ou outra), para juntar a batatas, arroz, etc. contribuindo para melhorar muito a saúde e a tranquilidade de quem o usa.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Alcachofra

Alcachofra - Cynara scolymus


A Flor da Alcachofra. Na imagem estão 4 flores:
- Duas em "botão"; isto é: antes de florir (que é a parte comestível) e...
- Duas já floridas. Estas já não servem para comer porque as "pétalas" ficam mais secas, como a imagem permite perceber.



Um recanto repleto de Alcachofras. Todos os anos estas plantas secavam, no final do verão... para nascerem novamente, no ano seguinte, exuberantes como se vê na foto



A alcachofra (Cynara scolymus) que consumimos é uma flor imatura, pertencente à mesma família das margaridas e dos girassóis - a família das Compostas

O texto acima é citação da página "linkada"




Estas alcachofras já se podem comer... as flores como aqui aparecem; flores em botão, antes de amadurecerem (antes de florirem).




As alcachofras destas imagens nasceram, espontaneamente, num terreno onde os "serviços" da Câmara (CML) aparecem, com desusada frequência, a devastar TUDO o que encontram, como se fosse mato. Se nasce um lírio (ou alguém planta uma fileira deles), se nasce um cacto, ou qualquer outra planta por vezes de flores raras e lindíssimas, se nasce e cresce um arbusto de utilidade inegável, aquela gente vem e corta TUDO, como vândalos. Ignorantes eles são, certamente.

Desta vez as alcachofras escaparam. Desta vez o "cortador(a)" não era tão ignorante assim.





Tenho andado de olho nelas para vê-las crescer e florir mas parece-me difícil. Já alguém colheu uma das flores imaturas da alcachofra (talvez para consumo; alguém que não é nada ignorante) e, provavelmente, as outras também não chegarão a dar flor. Veremos!




 Nesta foto: A folha da alcachofra. O tamanho pode-se perceber pelas várias "escalas" que a imagem captou.







As alcachofras são comestíveis e são largamente utilizadas como plantas medicinais desde há séculos. O que se come são partes da flor imatura (antes de florescer).

As folhas das alcachofras usam-se em chás para fígado, vesícula e como diurético também (o chá tem um sabor horrível mas faz muito bem). Portanto, as folhas daquelas alcachofras talvez "escapem".


Aqui encontra outro excelente texto sobre Alcachofra e seu cultivo



Alcachofra





As alcachofras para consumo compram-se em lojas "chiques" de frutas e vegetais a um bom preço; são caríssimas. Depois é uma frustração porque apenas se aproveita a parte mais espessa das "pétalas" e o "coração", que é como quem diz: a base da flor.
Os especialistas dizem que deve ser cozida inteira, sem descascar. Nesse caso aproveita-se também o interior do talo.

Nota: "Dizem" que a alcachofra é excelente para emagrecer, permitindo perder muitos kg de forma saudável; também é um excelente remédio para colesterol e diabetes.






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